A madre estéril – nunca se farta (Prov. 30:16).
A mulher adúltera: come, e limpa a boca, e diz: Não cometi maldade (Prov. 30:20).
A mulher desdenhada quando se casa; a serva quando se torna herdeira da sua senhora – fazem estremecer a Terra (Prov. 30:23).
Em Provérbios 30 vemos uma série de
frases que, a princípio, parecem desconexas e sem sentido. São muitas
coisas que, imaginamos, o autor aprendeu ao longo de sua vida que não
deve ter sido nada comum. Trazem algumas constatações interessantes. Mas
não deixam de nos intrigar.
Porém, o que mais me chama a atenção é a
constante referência às mulheres. E eu queria falar bem rapidamente
sobre elas, antes de prosseguir:
A mulher estéril: algumas mulheres que
não conseguem ter filhos, com o tempo, acabam se tornando obcecadas com
isso, a ponto de chamarem a menstruação de monstra, visto que ela
representa que seu sonho não se realizou. Desentendem-se com os
cônjuges, e passam a viver em função de engravidarem, apenas. Isso se
torna, em muitos casos, como um deus na vida dessas mulheres, que
acreditam que nunca serão verdadeiras mulheres se não forem mães. Mas
notem bem os pronomes que usei: algumas e muitos.
A mulher adúltera chega a um ponto em
que passa a achar certo o que faz, afinal de contas, não matou, não
roubou… Mas e as vidas que prejudicou? Uma mulher que consente em se
relacionar com um homem casado ou mesmo solteiro, sendo ela a casada,
traz uma série de prejuízos, não só para o homem com quem está ou sua
família, mas especialmente para ela. O mais interessante é a linguagem
que se usa: come e limpa a boca. É como se a mulher fizesse algo bem
corriqueiro, como se, para ela, aquilo nada significasse.
E por fim, a mulher desdenhada quando se
casa e a serva quando herda os bens de sua senhora: fazem a Terra
estremecer. Há algumas coisas piores que uma mulher irada, embora
poucas, mas há algo pior que um homem ou mulher arrogante? Que se sente
um verdadeiro rei ou verdadeira rainha, mesmo sem ser? E a mulher que
ganha sem nada merecer, e, do nada, de pobre se torna milionária? Nem é
preciso falar muito, creio que todos conhecemos a altivez de um “novo
rico” ou “emergente”…
Mas o mais interessante é que, logo
depois, no capítulo 31, vem a descrição de uma mulher diferente, uma
mulher virtuosa, podemos dizer assim. Não se sabe quem escreveu esse
capítulo, não se conhece esse rei Lemuel, alguns acreditam que esse foi o
nome que a mãe de Salomão deu a ele, mas não se tem certeza se isso é
fato. O que me chama a atenção é como foi colocado bem depois de um
texto que fala também de mulheres. É mais ou menos como se Deus
estivesse querendo dizer: “Vejam, vocês acabaram de ver características
que não são apreciadas em uma mulher, mas agora vou lhes mostrar como eu
gostaria que a mulher fosse”.
E ao lermos os dois capítulos, as comparações são inevitáveis:
A mulher de Provérbios 30 nunca se
farta, sempre quer mais e mais, a de Provérbios 31 “abre a mão ao
aflito; e ainda a estende ao necessitado”.
A mulher de Provérbios 30 é adúltera, a de Provérbios 31 é fiel ao marido e louvada por ele.
A mulher de Provérbios 30 faz tremer a Terra, a de Provérbios 31 atende ao bom andamento de sua casa.
Eu quero muito ser a mulher de Provérbios 31. E você?
“Levantam-se seus filhos e lhe chamam
ditosa; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem
virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.” – Prov. 30:28 e 29.

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